De benefício subutilizado a cultura de saúde: o que a Kovi fez diferente

Quando Bruno entrou na Kovi, há quase sete anos, a empresa já oferecia plano de saúde. Apresentava no processo seletivo, reforçava no onboarding — e depois, silêncio.

“E depois? Quando a gente falava disso novamente?” Essa pergunta, feita pelo próprio Bruno em nossa conversa, resume o ponto de partida de muitas empresas: o benefício existe, mas a cultura de uso não.

Nos últimos 12 meses, a Kovi registrou:

→  +11,3% de crescimento na base de vidas ativas
→  Aumento de mais de 16 p.p. na taxa de membros do Hospital Digital
→  +12 p.p. na taxa de utilização

Esses números não vieram de um novo app, de uma campanha de incentivo pontual ou de um orçamento extra. Vieram de uma decisão estratégica: tratar saúde como variável de negócio, não como linha de custo.

O que mudou na prática

A primeira mudança foi interna, no próprio RH. Antes de comunicar para os colaboradores, a equipe precisou entender por que saúde preventiva impacta diretamente sinistralidade, produtividade e cultura. Esse entendimento virou a base de tudo que veio depois.

A partir daí, a Kovi construiu o que Bruno chama de “comunicação em excesso com estratégia” — não spam, mas presença contínua em múltiplos canais, com formatos diferentes para públicos diferentes:

  • Comunicações digitais para o time administrativo, com frequência semanal e conteúdo que vai além do informativo — depoimentos de colaboradores, dados de utilização, convites à reflexão.
  • Comunicação offline e presencial para o time de operações — murais, materiais impressos, abordagem direta dos BPs, e em breve um espaço físico com computador disponível para acesso ao Hospital Digital no trabalho.
  • Engajamento da liderança como canal estratégico — os gestores recebem comunicações específicas sobre seu papel: como apoiar um colaborador que está evitando buscar cuidado, como disseminar o uso do app dentro das suas equipes.

O que os números revelam de verdade

O crescimento na taxa de utilização não é um dado isolado. Ele indica que mais pessoas estão usando o plano de forma preventiva — não apenas quando a situação já chegou a um ponto crítico.

Para Bruno, esse é o indicador que mais importa: ouvir as pessoas nos corredores falando como foi fácil usar o Hospital Digital é o sinal de que a tecnologia e a saúde chegaram ao dia a dia das pessoas.

Para a Kovi enquanto empresa, o raciocínio é direto: mais uso preventivo hoje significa menos sinistros complexos e custos menores no futuro.

Por onde começar

Na visão de Bruno, dois pontos são inegociáveis para quem quer replicar essa jornada:

  1. Acredite genuinamente em saúde. Estratégia sem convicção vira trabalho maçante — e os colaboradores percebem.
  2. Pare de olhar saúde só como custo. Quando você entende que aumentar a taxa de adesão ao Hospital Digital hoje reduz sinistralidade amanhã, a conversa muda completamente.

Assista à conversa completa

Esse post faz parte da série “Saúde como Ativo”, em que a Vitta conversa com gestores e líderes de RH que estão transformando benefícios de saúde em resultado estratégico. Assista ao vídeo completo no YouTube e acompanhe os próximos episódios.

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